segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nós e o Spyrro

Acabei de sair do cinema. Fui assitir Marley e Eu, a versão pra telona do consagrado livro de John Grogan, jornalista que acabou fazendo sucesso escrevendo sobre o dia-a-dia com seu cão, "o pior do mundo", como ele se referia. Havia pouca gente na sala - umas sessenta pessoas, no máximo. Cinquenta saíram chorando de lá, inclusive eu e minha mulher. O filme não é um drama. Ao contrário, nos diverte com as travessuras do endiabrado labrador Marley. Mas nos toca - pelo menos a nós que gostamos de animais. Engraçado é que talvez não fosse tão tocante se o personagem principal fosse um ser humano que morre no final depois de contada sua história. Não que prefiramos os animais aos homens, não que a morte de uma pessoa não nos toque o coração. Mas a história serve para ilustrar bem o quanto nossos animais de estimação se tornam importante parte de nossas vidas como um membro da família. Pra mim existem pais, mães, irmãos, avôs e avós, tios e tias, primos, sobrinhos, cunhados e... nossos cães. Eles são como alguém que nasceu do nosso próprio sangue, talvez até melhores que muita gente. Quem não gosta talvez me ache um tolo dizendo isso, mas como eu disse num outro artigo outro dia, tenha um e tente ser a mesma pessoa depois. Assista o filme e tente não chorar no final.

Parafraseando o filme, cães não precisam que sejamos ricos ou pobres, inteligentes ou burros, espertos ou idiotas. Eles precisam apenas que você lhes dê um graveto para serem felizes. Não importa o quanto briguemos com eles, voltarão abanando o rabo ao estalar dos dedos e de um assovio e deitarão a cabeça no seu colo pra receber e lhe dar carinho. Que ser humano seria capaz de tamanha dedicação e fidelidade? Que pessoa teria capacidade de tanta entrega?

Enquanto escrevo isso vejo Débora correndo em volta do puf da sala com o Spyrro, nosso yorkshire, atrás. Vejo nos olhos dela uma felicidade contagiante. E nos dele também, como se dissesse: "obrigado por brincar comigo". Animais nos alegram, nos divertem, nos iluminam. Pena que vivam por tão pouco tempo. Ainda bem que nesse tempo nos ensinam a ser muito mais humanos!


Spyrro, no seu momento Eistein.

2 comentários

Ana Paula disse...

Ogg, obrigada pela visita e pelo elogio à minha brincadeira bloguística. Vou incluir seu 'blogg' entre minhas leituras.

Fidel, Lola, Sebastiana e Otto mandam um aubraço pro Spyrro - ele é lindo!

E um abraço meu pra você também!

Renata disse...

Ogg, Tenho um casal de labradores-marley em casa que tiveram filhotes (quatro) e estão me enlouquecendo. Não tinha lido o livro antes, resolvi ler agora... É impressionante como me identifico com ele e com as travessuras que Marley apronta (vezes seis!!!). Um beijo para vc e uma lambida no Spyrro.

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