domingo, 27 de dezembro de 2009

Ano Novo! Será mesmo?

Mais um ano chega ao fim. É engraçado como o “suposto” término de um período promove mudanças em nossas vidas. A cada dia 31 de dezembro, fazemos promessas disso e daquilo, decidimos o que será e o que não será mais feito e escolhemos o que queremos e não queremos mais.

Na verdade somos tomados por um suposto poder, um suposto controle de nossas vidas que realmente não temos. A vida é imprevisível e por mais projetos que traçamos, nunca sabemos ao certo se eles serão concretizados. Como muito se diz, a única coisa certa nessa vida é a morte.

Não vejo a virada do ano como o fim ou o começo de algo. É claro que fomos educados em nossa cultura a comemorar isso, mas devemos manter a consciência de que o dia seguinte, o dia primeiro de janeiro, não será diferente do dia 25 de outubro, ou do dia 16 de março, a não ser pelo fato de ser um feriado como outros tantos feriados.

Então por que deveria ser o começo de uma nova etapa da vida? Por que não fazer esse começo hoje ou dia 08 de agosto? Por que não tratar como ano novo o momento em que nos curamos de uma doença, nos recuperamos de um acidente, conseguimos um emprego melhor, nos casamos ou temos um filho?

Muitas pessoas esperam essa virada para perdoar alguém. Outros, para iniciar um novo projeto, para emagrecer, para voltar a estudar. Milhares esperam mudar, se tornar pessoas melhores.
Outra centena espera o momento apenas para agradecer pelo ano que se foi. E me pergunto: por que esperar a virada do ano pra tudo isso? Esses deveriam ser exercícios diários de consciência.

De qualquer forma, o que importa é o que sentimos. A mudança é mítica, mas se isso nos faz acreditar que tudo será diferente, então que seja. Façamos do dia primeiro o marco zero de uma nova era, mas jamais esqueçamos de ser humildes e altruístas também nos 364 dias seguintes.

FELIZ DIAS RENOVADOS A TODOS!

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ATENÇÃO - erro que provoca acidentes!

Muita gente imagina que colocar os melhores pneus da frente, traz mais segurança. LEDO ENGANO! Veja no teste abaixo como isso pode provocar acidentes.

video

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

É Natal... SOCORRO!!!

Até Papai Noel acha que o Natal é um saco
e tomou um porre pra esquecer!

Chegou o Natal, época de confraternização, de reflexão, de reunir a família, de trocar presentes, de ter o espírito mais leve. QUE SACO! Odeio Natal por tudo isso acima e por mais algumas coisas. Podem me chamar de mal-humorado, mas não sou hipócrita de dizer “Ai que lindo, é Natal!”. Calma, brincadeirinha... mas só em parte!

Primeiro, acho que a gente não precisa ter uma época específica pra se confraternizar, pra ter o espírito leve e pra reunir a família. Tento fazer isso sempre que possível nos fins de semana, nos feriados ou quando dá na telha. Ah, mas tem a ceia! Grande coisa: prefiro uma picanha suculenta ao peru seco da Sadia que todos os anos ganho da empresa. Tender também como em churrascaria... e com uma vantagem: não tenho azia depois de misturar rabanada, peru e pêssego com farofa de uva passa, castanhas e frutas secas. Afe!! Deu “congestã” só de pensar.

Sabe porque acho Natal um saco? Porque não agüento aquelas musiquinhas ao som de harpa que tocam em tudo quanto é lugar. A Simone cantando canções natalinas é a maior Parada de Sucesso. Ela devia era dar uma parada com isso! Até camelô aderiu ao som ambiente natalino pra tentar vender mais. Vender mais? Saio correndo quando entro numa loja escuto Jingle Bells nos auto-falantes. Essa música devia chamar Jungle Bells.

E a selvageria das compras então? Minha mulher comentou, APENAS COMENTOU, que queria dar um pulinho na 25 de março pra ver uns presentes. Fiquei uma semana sem falar com ela. Ta bom, vamos no shoppis então. Fui! Mas fiquei mais três dias sem falar com ela de novo. Aquilo mais parecia posto do INSS em dia de pagamento de benefício. Primeiro, fila pra entrar no estacionamento. Depois fila pra estacionar (levei umas 6 horas até achar a vaga). Aí foi fila pra pegar a escada rolante, fila pra entrar na loja, no caixa da loja, no quiosque do cafezinho, pra pagar o estacionamento e pra sair do estacionamento. Era tanta gente que quando pedi uma camiseta Adidas na loja e o cara falou que só tinha da FILA, quase matei o camarada de pancada!

E a festinha da firma então? Não tinha lugar melhor pra acontecer... KARAOKÊ! Pensa num monte de gente bêbada querendo cantar em inglês, francês, finlandês e até japonês! Pior os que queriam cantar sério. Ainda tinha uma placa em cima do palco “favor não assoviar nem gritar nas apresentações”. Ta me gozando, né?

Amigo secreto então, nem morto. Você vai lá, gasta uns 200 paus porque teve o azar de tirar teu chefe e ganha um perfume da Contem 1g de presente. Cítrico ainda, que você odeia!

Quer outros motivos pra odiar o Natal? Os parentes de fora que acham que você mora numa mansão e resolvem lotar os dois quartos do teu apê de 80 metros quadrados durante uma semana; aqueles que resolvem ficar no Reveillon também; aquele presente do seu sobrinho que você gastou uma grana danada pra ele falar “Ah, ganhei um desse no ano passado!”; a Cidra Cereser que teu cunhado trouxe pra ceia; o kit de meias e cuecas que você ganha da sua tia-avó há 25 anos; o atual marido da sua ex que presenteia suas filhas melhor do que você; a ressaca e a azia do dia seguinte (bom, mas essa ta perdoada porque a gente uma a cada fim de semana).

Mas pra mim ainda tem um detalhe: o aniversário da minha mulher dia 26. Além dos dois presentes que ela exige, o duro é convencer a alguém a ir à festa. Dá azia só de olhar pro “dejavu”de peru e tender requentados! SOCORRO!!!

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sábado, 12 de dezembro de 2009

Mulheres... Vai entender!

Adoro-as mas faço um esforço danado para entendê-las. E quando penso que descobri a pólvora, pronto, outro ataque coloca tudo por água abaixo. Estou falando de vocês, mulheres. É claro que não posso generalizar porque não conheço todas. Mas conheci uma boa horda feminina que me permite filosofar sobre a espécie.

Hetero convicto meu destino está traçado a viver o resto da vida ao lado desse ser tão ímpar, tão único e tão complicado chamado mulher. Então tento me adaptar da melhor maneira possível. Mas confesso: êta tarefinha difícil. Vamos aos exemplos.

Era uma sexta feira, dia de dar uma saidinha. Gosto de botecos durante a semana, mas nos findi prefiro uma reuniãozinha caseira. Acordei cheio de amor pra dar pra dona Débora, minha mulher, enchendo-a de beijos e carícias pra depois avisar "Amor, temos jantarzinho hoje na casa do fulano". Digo isso e corro pro banheiro antes de ouvir o berro: "PQP... E VOCÊ SÓ ME AVISA AGORA?" É amor, só agora, DEZOITO HORAS ANTES, oras! Imagina se eu ligo as cinco da tarde. E não era uma festa não, era um jantarzinho na casa de amigos íntimos. Durante o dia recebi 35 telefonemas dela. Uns perguntando quem vai estar lá, outros perguntando o que usar, outros tantos querendo saber se vai ter comida. E ao final de todos eles a famosa frase: NÂO TENHO ROUPA PRA IR!!! BUÁÁÁÁ´!!!

Chego em casa, parece que ainda estou escutando o eco do buááááá...! Na verdade é o chororô que continua. Mas eu pressiono, boto um jeans, camiseta e tênis em cinco minutos e sento no sofá com aquele ar impaciente. Duas horas depois, conseguimos sair de casa, e ela ainda reclamando: "ESSA ROUPA TÁ PÉSSIMA, TO ME SENTINDO PÉSSIMA. TO HORRÍVEL NÃO TÔ? Não meu amor, você vai ser a mulher mais linda da festa. NÃO VOU NÃO. TÔ HORRENDA, NÃO TÔ? DIZ... Tá meu amor, tá horrível! CATAPLOFT!! E o tapa come na oreia. Vai entender!

Dia seguinte, sabadão, outro jantazinho na casa de outros amigos. Mas esse eu já tinha avisado três dias antes. Mesmo assim ouvi de novo o "*&#%$!@$%, PORQUE NÃO ME AVISOU ANTES???" Ai meu Deus, vai começar a ladainha da roupa. Só que dessa vez fui mais complacente. Fui lá no quarto, abri os armários, escolhi algumas opções e joguei em cima da cama. Na verdade a vontade era de enfiar goela abaixo pra parar aquele chororô infernal. Até que em um determinado momento daquele drama ela gritou: NÃO VOU MAIS, VAI SOZINHO! Tá bom, peguei a chave do carro, a garrafa de vinho e chamei o elevador. Desci, entrei no carro, abri a garagem e antes de trocar para a segunda marcha, o celular toca: "NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VAI ME DEIXAR AQUI SOZINHA?" Ué, to seguindo ordens. Não mandou eu ir sozinho? Vai entender!

Mulher é mesmo assim. Quando diz NÃO quer dizer SIM. Quando diz SIM, quer dizer TALVEZ e quando diz TALVEZ quer dizer DE JEITO NENHUM! To mentindo?" Olha só: AMOR, TO GORDA! Não tá não. TO SIM, TO HORRÍVEL. Não tá amor, tá otima. NÃO MENTE, DIZ... TO IMENSA NÉ? Tá bom, engordou um pouquinho sim. CATAPLOFT!!! Vai entender!

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Futebol não, meu filho. Vai tocar violão!

Matheus tem cinco anos de idade e, como qualquer criança, adora futebol. Mesmo antes de vir ao mundo, uma camisetinha do time de coração do pai já estava pendurada na porta do quarto da maternidade. Ela se soma aos bichinhos com uniforme do time que lhe foram dados de presente, mesmo antes de vir à luz.

Matheus foi crescendo, ganhou bolas de presente, um uniforme completo do time do paizão e sempre vestia a camisa quando completava mais um ano de idade. As fotos de todos os aniversários revelam essa paixão do pai que era passada ao filho.

Quando começou a balbuciar as primeiras palavras, depois de “papá” e “mãm”, o primeiro grito que soltou foi “gooooool”. Já se via que ia ser um torcedor fanático. Ainda engatinhava quando saiu de joelhos, louco atrás de uma bola. Quando deu os primeiros passos então, parece que tinha aprendido a chutar, antes mesmo de caminhar.

Matheus fez três anos e foi pra escola. Nos intervalos, não queria saber de outra coisa a não ser da bola que carregava sempre na mochila. Muitas vezes “pirraceava” quando a mãe o proibia de ir à escola com o uniforme do time. E não adiantava explicar que ele tinha de usar o uniforme da escola. E seus olhos brilhavam quando passava em frente aquela imensa construção com a inscrição “Estádio” e ouvia “Papai ainda vai te trazer aqui!”.

Matheus adorava aquele mundo chamado futebol, mas ainda não entendia direito o que era. Só ficava encantado, assistindo aos jogos pela televisão junto ao pai e depois saia correndo pra pegar a bola e fazer a mesma coisa que aqueles “homenzinhos” que estavam ali na tela.

O garoto foi crescendo e entendo um pouco mais das coisas. No último fim de semana, já aos cinco anos de idade, foi presenteado pelo seu pai com a primeira visita ao estádio. Afinal era a final do campeonato – um momento de festa, de confraternização. Mas quando terminou o jogo, o menino presenciou pela primeira vez uma violência que jamais vira até então. E, assustado, disparou ao pai:

- Quer dizer que depois de jogar bola a gente pode bater nos coleguinhas? Porque aquelas pessoas estão quebrando tudo? A gente pode fazer isso também? Pai, quando eu crescer você compra um porrete daqueles pra mim? Porque a polícia está jogando bombas neles? Nossa, quanto sangue na cara daquele ali! Pai, a gente pode jogar pedra na polícia também? Porque você me ensinou a gostar disso? Não era pra ser uma coisa legal?

O pai engolia cada pergunta e não conseguia soltar as respostas. Chegou em casa, pegou tudo que era do menino relacionado a futebol e queimou dentro de uma lata. No dia seguinte lhe trouxe um violão de presente e disse: “Meu filho, a partir de agora você vai ter outra paixão. E tudo que você quiser me perguntar sobre isso, eu vou saber te responder”.

Ao presenciar cenas como as desse fim de semana, sinto a mesma vergonha desse pai que representa milhões de pais brasileiros que tentam ensinar o melhor aos seus filhos. Fico pensando apenas de como será na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Se eu tiver mais um filho agora, tomara que as coisas tenham mudado até lá.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A GAFE NOSSA DE CADA DIA

Carla Perez disse, recentemente, no Silvio Santos que o Alasca tem praia. No mesmo dia já tinha afirmado que o Deus grego que adorava vinho era “Barco”. E já respondeu, categoricamente, quando perguntada se tinha algum hobby: “tenho um preto mas gosto mais do vermelho”

Gafes são comuns. Quem nunca cometeu uma? Duvido que você, que está lendo esse artigo agora, já não tenha cometido um fiasco qualquer durante a sua vida, por menor que seja! Cometer gafes faz parte do ser humano. Errar faz parte do ser humano. Principalmente do brasileiro, um povo desencanado, despreocupado com etiquetas e formalidades.

Eu mesmo tenho uma coleçãozinha de gafes que protagonizei. Como uma, por exemplo, em que cheguei para o filho (filhoooo!) de um amigo que encontrei na rua e disse “Nossa, como cresceu essa menina!”. Pô, quem mandou usar aquele cabelão comprido a la roqueiro? Certa vez passei horas tentando convencer uma sitiante a me dar entrevista para uma matéria sobre o filho dela que tinha desaparecido. Quando consegui e durante a entrevista perguntei se o “Thiago” era bom filho, ela me disse? “Que Thiago? Meu filho que desapareceu chamava Nérso... e já faz uns trinta e cinco anos que ele sumiu!” Depois de quase uma hora fui perceber que tinha batido no sítio errado. A verdadeira história tinha acontecido na vizinha.

Mas eu tenho um amigo jornalista que, esse sim, pode ser considerado o “Rei da Gafe”. Ele já tem lá os seus cinqüenta e poucos anos, mas dá fora atrás de fora até hoje. O mais engraçado é vê-lo contando suas papagaiadas. Uma vez ele foi para a Espanha, pegou uma mobilete e foi conhecer umas praias. Chegou numa de nudismo e como sempre foi curioso pensou: “Vou nessa, aqui ninguém vai me reconhecer”. Estacionou a mobilete e se informou com o segurança onde podia tirar a roupa. Parou atrás da pedra indicada, ficou como veio ao mundo e pegou o livro que pretendia ler na praia (e alguém vai numa praia de nudismo pra ler?). Quando caminhava tranquilamente pela areia, avistou um monte de pessoas num restaurante no alto que gritavam e riam para ele. NENHUMA DELAS ESTAVA SEM ROUPA! Só aí é que ele foi perceber que tirou a roupa na pedra errada – era um pouco mais à frente. Só lhe restou usar o livro pra tapar o que podia e sair correndo.

Mas quem melhor que o nosso presidente para protagonizar gafes? O pior é que elas foram cometidas diante de alguns milhares de pessoas. Até no exterior! Olhem só:

“Não tem nada que cause mais inveja a um ex-marido do que ele ver a mulher dele mais feliz do que quando estava casada com ele”. Lula disse isso num palanque onde também estavam Marta e Eduardo Suplicy, já separados.

"O continente sul-americano e o continente árabe (??) não podem mais, no século XXI, ficar à espera de serem descobertos." Falando na Síria em 2004.

“Eu durmo com minhas cabeças tranqüilas” (??????). Durante coletiva em 2005. O pior é que elas não se entendem.

E por aí vai.

Mas o que fazer quando percebemos que cometemos uma gafe? NADA! O estrago já está feito. Só nos resta usar um sorriso amarelo, virar as costas e sair assoviando “Meu mundo caiu” em ré menor.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mais uma idéia de jerico!

Será mais uma lei que vai "pro saco". Essa história de querer fazer as motocicletas andarem nas mesmas faixas que os carros é mais um absurdo na tentativa de melhorar o trânsito em São Paulo.

A desculpa, dessa vez, é para tentar diminuir o número de acidentes. Mas será que os "exímios" engenheiros de trânsito em São Paulo não conseguiram enxergar uma coisa óbvia? Proibir as motos de circular pelos corredores vai conturbar ainda mais as faixas de automóveis que já são um verdadeiro caos. Pensem comigo: a frota de duas rodas em Sampa passa das oitocentas mil motocicletas. Levando-se em consideração que quatro motos ocupam o espaço de um carro, será como jogar 200 mil veículos a mais nas ruas.

Se o rodízio pouco resolveu o problemas dos congestionamentos, se essa lei do corredor entrar em vigor, aí sim a coisa vai complicar. Acho que o problema dos motoboys não é eles andarem no corredor, mas sim andarem "a mil por hora" no corredor. Se houvesse um jeito mais inteligente de barrar a velocidade deles com, por exemplo, mais radares de velocidade específicos pra motos e multas mais pesadas pros "cachorros-loucos", talvez a coisa funcione melhor.

Essa lei reflete a velha mania brasileira de resolver tudo pelo jeito mais fácil. É tipo assim: se aumentar o assalto nas calçadas, vamos proibir as pessoas de andar nas calçadas; se crescer o crime em pizzarias, vamos proibir pessoas de frequentar pizzarias. Tenho medo de que aumente o número de infartos durante as relações sexuais - vão proibida a gente de trepar.

Afinal, não é mais fácil assim, acabar com o meio onde ocorre o problema do que acabar com o problema? Brasil, Brasil, Brasil!

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