segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Rodococa" na Bolívia com dinheiro brasileiro

Notícia divulgada na imprensa nacional e internacional:

"Em plena campanha pela reeleição, o presidente da Bolívia, Evo Morales, preparou um grande comício para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na região cocaleira de Chapare, no departamento de Cochabamba, berço político do boliviano. Cerca de cinco mil pessoas acompanharam o encontro de Lula e Morales, no estádio de Villa Tunari, pequena cidade de 2.500 habitantes, onde foi assinada a autorização de um financiamento do governo brasileiro de US$ 332 milhões para construção de uma rodovia de 306 quilômetros. A região visitada por Lula é a maior produtora de coca na Bolívia, cujo principal mercado consumidor é o brasileiro. ..."

Diante do assunto, algumas perguntas permeiam meus pensamentos:

- o Brasil quer criar uma nova CPMF para a gripe suína mas tem dinheiro para financiar estrada na Bolívia?
- o Lula quer ser presidente do Brasil de novo ou o próximo da Bolívia?
- será que podemos chamar essa estrada de "Cocavia" ou "Rodococa"?
- será que a cocaína vai ficar mais barata no Brasil já que vai ter um escoamento melhor?
- e as nossas estradas que estão péssimas, como ficam?

Eu canso de me perguntar, mas ninguém quer ter o trabalho de responder. Enquanto isso o Sarney se safa. Ó vida!

2 comentários

Luis Delcides R Silva disse...

pois é, Ogg!!! Se o Sr. Prefeito de Ribeirão Pires, Alfredo Volpi, quer se candidatar a prefeito de Mauá em 2011,por que o Sr. Lula não pode se tornar candidato a presidência da Bolívia???

Anônimo disse...

Ogg,
Pelo que percebi nos discursos adotados com relação a Bolívia, país com uma das maiores, senão a maior, fronteira com o Brasil, a proposta da construção da rodovia se deve ao fechamento do mercado americano para alguns produtos que empresários brasileiros insistiram exportar para os Estados Unidos ao longo de vários anos. Só que isso dependia da força dos presidentes do Brasil para derrubar barreiras com os Estados Unidos. Com a ‘quebra’ dos gringos e a baixa do dólar, a alternativa encontrada tem sido os mercados mais próximos, onde o real tem maior força, e o lucro é mais palpável. Nesse ponto, os hermanos representam um mercado que pode ser mais lucrativo. A contrapartida da construção da rodovia está na diminuição de encargos para o comércio brasileiro pelo governo boliviano da produção têxtil. Bem, obviamente que isso coloca cartas na manga para o próximo governante discutir sobre o gás boliviano, rota bioceânica e outros assuntos complicados de lidar com a Bolívia, o país mais surpreendente da América Latina. Só não é mais surpreendente que Sarney...

Marcelo Pereira - Campo Grande-MS

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