quinta-feira, 8 de abril de 2010

Festa estranha com gente esquisita!

O que faz sucesso lá fora, faz sucesso aqui também. Pena que é tudo um lixo!

O Brasil tem mania de importar atitudes e culturas de outros países que não passam de baboseira. Estava lendo uma notícia no site da Folha que exemplifica bem isso. Primeiro você escolhe uma danceteria qualquer, uma bem grande que caibam umas 600 pessoas. Entregue a cada um que entra um fone de ouvido sem fio. Coloque alguns DJs pra animar a festa e pronto, a baboseira está completa. Quem não pegou fone de ouvido (porque só tinha uns duzentos) ficou com cara de abobado vendo um monte de gente pulando e cantarolando refrões sem um pingo de som no ambiente. Claro, a música estava só nos fones de ouvido (leia aqui a reportagem).

Esta "nova tendência" (onde, se ocorreu apenas uma festa dessas por aqui?) é chamada de Silent Party e foi importada de danceterias na Europa (claro, onde mais poderiam ocorrer besteiras como essa?). Eu não fui, mas só de imaginar me parece muito ridículo. É como ver aquelas pessoas em lojas de CD, ouvindo o que quer comprar e cantarolando alto sem saber que está sendo ouvido. E aquele mané que coloca um fone e começa a gritar no seu ouvido "NOSSA, ESSE SOM É MUITO MASSA!!" Cara, é muito chato isso. Além do mais, como é que você vai chavecar uma mina se ela nem vai ouvir o que você vai falar? Bom, em alguns casos é nem melhor ouvir mesmo!

Mas não é só esse tipo de festa que importamos. Alguém já participou da Pillow Fight, em bom portugues, Guerra de Travesseiro? Tão emocionante quanto. Junta-se um bando de doidos, alguns que até capricham vestindo pijama e pantufa, e ao grito do "um, dos três e já" começam a trocar travesseiradas até voar pena pra todos os lados. Indescritível, não? Os pais é que devem adorar ter de renovar a frota de travesseiros da casa depois.

E a tal da Flash Mob então? "Nossa, muito massa meu!". De repente você está no metrô e um bando de malucos liga um três-em-um-portátil e começa a pular, dançar e cantar na sua frente. A festa acaba na próxima estação. Ou senão, um grupo de protesto entra correndo numa repartição pública, tira a roupa, grita algumas palavras de ordem, veste a roupa e sai com a mesma velocidade que entrou. E nem rola uma surubinha!

É tudo coisa de gente que não tem o que fazer, acha essas besteiras na internet e "importa" pra cá. Agora, uma regra: tem que usar o nome em inglês pra ficar mais maneiro. Afinal ninguém ia querer ir numa "Festa do Silêncio", na "Guerra dos Travesseiros" ou numa "Mobilização Rápida".

Uma coisa é certa e eu apoio: deveriam adotar a moda da Silent Party em todos as comemorações em condomínios. Aliás, a lei do Psiu em São Paulo deveria obrigar esse tipo de festa em locais de moradia coletiva. Só assim a gente teria mais sossego em dia de aniversário.

2 comentários

Andréa disse...

Tudo um lixo como vc mesmo disse,uma baboseira, bons tempos em que festa era aquela que vc escolhia os discos e o amigo ficava encarregado de trocar, e o som, ah o som, só rock and roll de primeira e outras baladas...Eu tenho a felicidade de fazer parte de um grupo de amigos há quase 30 anos, e nossas festas ainda são regadas por um execelente gosto musical,a única diferença é agora colocamos tuod no Ipod e aí todos podem curtir a festa together...parabéns pela matéria..by the way, seu quadro no Domingo espetacular está muito interessante...abraços, Andréa

Ana Beatriz Camargo disse...

Convenhamos, são ideias bizarras mesmo mas preciso confessar que eu adoraria experimentar uma Silent Party, afinal não há coisa mais desagradável do que sair surda/rouca de uma casa noturna...

Agora, essas coisas de Pillow Fight e Flash Mob não combinam muito comigo, não; sempre fui uma criança calminha e essa coisa de ficar pelado não me apatece nem um pouco.

Mas há uma campanha surgindo via Twitter que tem meu apoio integral: "Fone de Ouvido é p/ usar. Diga NÃO aos DJ´s de Metrô/Trem/Ônibus" via @celosantos
(Ha ha ha!)

That's it. Super bacana o texto e seu humor ácido mais ainda. Beijão!

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